Vernon Wells nos Yankees: Errar é humano, repetir o erro é…

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Quando a conversa chegava aos piores contratos da MLB, quatro nomes despontavam em qualquer lista: Alex Rodriguez, Jason Bay, Ryan Howard e Vernon Wells. Todos contratos assinados após anos de excelentes performances e que alegraram os torcedores no ato da assinatura, mas que soaram como desperdício de milhões de dolares nos anos seguintes.

Ao menos no caso do “Big Piece” Ryan Howard, a idade deixa esperanças para que volte a ser um jogador com maior poder de decisão e números crescentes de rebatidas. Veremos novas temporadas de 40 homers? Difícil dizer..

No caso de Rodriguez, relegado ao bench durante a última postseason pela falta de produtividade, o caso ainda é agravado pelas constantes polemicas com PED (drogas de aumento de performance, aka anabolizantes) e mesmo em anos de 30 homers na temporada – que não ocorre desde 2010 – sua terrivel performance em jogos importantes irrita os torcedores de NYY. Chegou a ser veiculado durante a pre temporada que Rodriguez viria para a nossa Philadelphia para ocupar o espaço na terceira base deixado por Polanco. Na época todos pensavam: não é possível que não tenhamos aprendido nada com o contrato de Howard ($25 mi por 5 anos, com BA, OBP e SLG caindo desde 2010, a assinatura do contrato). No fim Michael Young veio para os Phillies e vem fazendo um otimo Spring Training e quem parece não ter aprendido foram os proprios Yankees.

A turma do Bronx não só se manteve com Rodriguez (até porque ele tem no-trade clause mais de 100 milhões pea receber. Vai ter 42 anos e ainda assi ganhar mais de 20mi por ano ) mas esse ano fez um grande favor aos Angels de Anaheim ao executar um trade envolvendo dois prospects por Wells. Com a possibilidade de gastar alguma grana devido parte do salário de Mark Teixeira ser pago pelo seguro do World Baseball Classic e com os Angels aceitando pagar a menor parte do salario de Wells neste ano, para pagar a maior no próximo ano, os Angels não só se livraram de um contrato de mais de 20 milhões de dolares por ano em um jogador que estava como quarto reserva no outfield, como ganharam dois novos talentos pro seu farm system. E além disso se livraram de ultrpassar a luxury tax threshold e pagar as devidas multas por isso. Coisa que os Yankees pretendem fazer para o próximo ano. Já os Yankees ganharam no mínimo uma grande conta a pagar e mais um ano passando da Luxury Tax Threshold e pagando a gigantesca multa. Talvez tenham ganhado um outfielder e um bom bastão, mas isso só o tempo vai dizer. Seus números em Anaheim foram apenas .230/.279/.403 com 11 homers em 2012. O certo é que os riscos deste contrato são enormes.

Wells mal vinha jogando nos Angels (77 jogos em 2012), que tem o melhor outfield da liga com Mark Trumbo, Josh Hamilton e Mike Trout. Não sabemos nem se o corpo eeta pronto para uma tempoeada inteira sem lesões. Agora, quem ficou feliz foi o Vernon, porque no Bronx tem além de, um estadio muito “fácil” para rebater homers, tambem tem uma vaga quase garantida em um lineup pro Opening Day fragilizado pela Free Agency e lesões. Semana que vem, com a temporada rolando, com certeza Wells será notícia.

Para bem ou para o mal.

Avaliando Rebatedores: The Three Slashes Line

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Uma das formas mais utilizadas para a avaliação de rebatedores é a “three slashes line”. Através desta estatística, podemos avaliar o percentual de vezes em que o jogador consegue rebater a bola, a quantidade de bases conquistadas através do seu bastão, além da sua habilidade para chegar em bases, seja qual a circunstância. Ou seja, um sumário rápido das habilidades ofensivas do atleta.

Um exemplo dessa estatística é dizer que Ryan Howard rebateu para .276/.353/.505 em 2010 e que sua performance caiu, ao rebater para apenas .219/.295/.423 em 2012. Mas o que isso significa? Para entender melhor a estatística, basta entender que cada “barra” representa uma estatística diferente, em ordem: Batting Average (Média de rebatidas), OBP (On-Base Percentage) e SLG (Slugging Average). Analisaremos cada uma a seguir.

Batting Average.

A mais simples das estatísticas, a média de rebatidas é uma divisão simples entre o número de rebatidas conseguidas pelo jogador, sobre o número de aparições no home plate. Por exemplo, um jogador que tenha aparecido para rebater 5 vezes na temporada, conseguindo 2 rebatidas, tem uma BA .400 (BA = H/AB ou seja, BA = 2/5).

Na avaliação de BA, podemos seguir o critério:

> .400 – Excelente.
> .300 – Bom.
> .230 – Comum.
> .200 – Ruim.
< .200 – Horroroso (Chamado de Mendoza Line).

League Leader em BA em 2012: .330 Miguel Cabrera (AL) e .336 Buster Posey (NL).

On-Base Percentage

Indica qual a porcentagem de chances no bastão são convertidas em chegadas em base, independente de se atingir a base por rebatida, walk, ou por ser atingido por um arremesso (HBP). A fórmula é:

OBP = Hits + Walks + HBP/AB + Walks + HBP + Sacrifice Flies

Um valor alto de OBP é um fator determinante para definir o jogador que será o leadoff hitter (o primeiro a ir ao bastão pra rebater). Afinal, como os terceiro/quarto jogadores a rebater serão os com maior SLG (Slugging, ou seja, consegue rebater com maior frequencia para múltiplas bases), é bom que já tenham algum jogador em base para marcar pontos. Exemplo:

Jimmy Rollins e Ben Revere rebatem singles (ambos tem um bom OBP) e Chase Utley é eliminado por flyout. Ryan Howard vem ao bastão e rebate um double. Como Jimmy Rollins já estava na segunda base, provavelmente irá correr para o Home Plate enquanto Revere pode chegar a terceira base.

Um OBP mediano seria por volta de .340. A maior média de OBP na carreira de um jogador com + 3000 PA (Plate Appearances) é de Ted Williams com .481.

League Leader em OBP em 2012: .416 Jon Mauer (NL) e .412 Prince Fielder (AL)

Slugging

A última estatística dessa linha indica quão longe um jogador costuma rebater. As vezes um jogador com baixo número de BA/OBP pode se salvar por uma excelente SLG. Essa estatística é formada por uma média ponderada entre a quantidade de bases obtidas nas rebatidas e as chances de rebatidas, ou seja:

SLG = (1B) + (2x2B) + (3x3B) + (4XHR)/ AB.

Para avaliação, podemos seguir que:

> .600 = Excelente.
> .500 = Bom.
> .400 = Comum.
> .300 = Ruim.

League Leader em SLG em 2012: .608 Giancarlo Stanton (NL) e .606 Miguel Cabrera (AL).

Conclusão

Pela “three slashes line” determinar tanto qual jogador chega muito em base (OBP), como qual jogador rebate constantemente (BA) e a quantidade de bases conquistadas a partir das rebatidas deste jogador (SLG), ela se torna a forma mais frequente de avaliação de um bom hitter. ALguns critérios muito utilizados para achar um excelente rebatedor é procurar por alguém com .3xx/.4xx/5xx (um jogador que rebate bastante e com frequência avança mais de uma base), ou ainda .2xx/.4xx/6.xx (Um jogador que apesar de não rebater tanto, tem uma boa plate discipline para esperar por walks e quando rebate, sabe jogar a bola longe)..

Phillies at Astros

14, 15 e 16/09/2012 (Houston) – Houston, we have a problem. Não devia ser tão difícil ganhar dos Astros, na verdade, já fizeram isso 99 vezes este ano! Mas a verdade é que os Phillies não conseguem jogar bem no Minute Maid Park. E não é só esta geração de Phillies. Conforme abordado pelo Phillies Nation na quinta-feira antes da série começar, os Phillies tem resultados horríveis contra as estrelas texanas. E assim foi mais uma vez. Perdendo três jogos (Cloyd, Kendrick e Halladay) e ganhando apenas um (Hamels), os Phillies caíram dos .500 para os .497 (73-74) e se afastaram da vaga do Wild Card em um jogo (4.0 WCGB) com apenas 15 jogos faltando. Dados os rivais que enfrentaremos (Mets, Braves, Nats, Marlins, Nats), e os rivais que os Cardinals (Astros, Cubs, Astros, Nats e Reds) e Dodgers (Nats, Reds, Padres, Rockies, Giants), as nossas chances de classificação tendem a zero. Claro, milagres são possíveis, mas depois de desperdiçar a “benção” de ter 4 jogos contra os Astros nessa altura do campeonato, é muito difícil acreditar que varreremos todas as séries até o fim do ano, torcendo por derrotas de Cardinals, Dodgers, Pirates e Brewers.

Em todos os jogos faltou Pitching e Batting para os Phillies. No jogo de Kyle Kendrick por exemplo, conseguimos perder por um doloroso shutout (5-0) e no de Halladay/Cloyd desperdiçamos vantagens no placar conseguidas durante as atuações dos starting pitchers com péssimas atuações do bullpen. O RISP durante a série foi muito ruim e por diversas vezes jogamos fora situações de bases lotadas com infelizes rebatidas. O alto número de strikeouts do Howard é altamente irritante. Evite arremessar na strikezone e consiga um fácil strikeout no maior salário entre o lineup da Philadelphia.

Esse post de hoje é só decepção e tristeza. Os sentimentos que acompanharam todos os fãs dos Phillies nessa dolorosa série de 4 jogos do final de semana. Agora é torcer pelo improvável enquanto ele não se torna impossível. E se não der certo, ao menos foi divertido sonhar por mais um tempo.

Phillies 4 vs 6 Astros

13/09/2012 (Houston) – Com a dolorida derrota para os Astros, time de pior campanha disparado na MLB (46-98, contra 56-87 dos Chi Cubs) voltamos aos .500 e com a vitoria dos Cardinals sobre os Dodgers, voltamos.aos 4.0 WCGB.

Vencer os Astros é uma obrigação. Ter uma série de 7 jogos contra eles nesta altura deveria ser uma benção. Mas com uma atuação pífia, a série no Texas pode até mesmo por fim aos nossos sonhos de Outubro. Após os Astros enfrentaremos Mets, Braves, Nationals, Marlins e Nationals novamente. Adversarios duríssimos que se esforçarão o máximo para não nos deixar chegar a mais uma NLDS.

Tyler Cloyd foi mal. Suas bolas lentas surtiram efeito até a 4 entrada. Ele havia recebido apenas 2 hits, ambos na terceira entrada e ainda escapado de um rally, já que após ceder um hit by pitch se viu de bases cheias. Mas se ele teve habilidade e maturidade para resolver a situação na 3 Entrada, ele não teve o mesmo sucesso na 4 entrada. Foram 2 singles com nenhum eliminado e um fulminante home run de 3 corridas para returar Cloyd do jogo com apenas 3.0 IP, 5 H e 65 arremessos. Com,o jogo em 4-3 o bullpen teria muito trabalho pela frente.

O ataque dos Phillies começou muito bem. O double de Erik Kratz impulsionou Domonic Brown para abrir o placar na 2 entrada. Na terceira, aumentamos a liderança para 4-0 após rebatidas de Pierre e Utley seguidas por um sac-fly de Howard (Pierre Marcou), single de Mayberry (Utley marcou) e outro single de Frandsen (Mayberry marcou). Só que ficou por aí. Além de deixarmos corredores na terceira base sem converter corrisas (Utley, 5th inning e Rollins, após roubar a 3rd base na batida de carteira #400 da carreira na 8 entrada), ainda disperdiçamos uma 6 enteada com as bases lotadas!

Ao ver o nosso RISP 2-9 lamentei muito termos dispensado Jim Thome para correr atras do titulo. Ter um dos maiores HR hitters da historia no time poderia ser uma vantagem numa situação crítica.

O bilpen foi bem. Rosemberg foi excelente com 2 IP, 1 H, 2 SO. Lindblom e Bastardo atuaram por 1 entrada cada, sem ceder corridas. Só que o magico Aumont não conseguiu segurar a pressão e cedeu um infantil Walk e um imperdoavel HBP para deixar dois em base com um eliminado. Diekman entrou no jogo cedendo um double que limpou as bases e um single que foi a pá de cal no caixão. 6-4.

Hamels, Kendrick e Halladay ainda jogarão na série. Precisamos mais do que nunca dessas vitórias.

W: Wright (1-2)
L: Aumont  (0-1)
S: Lopez (5)

Marlins 1 x 3 Phillies

12/09/2012 (Philadelphia, PA) – Se eu acreditasse em numerologia, eu diria que o número do dia foi 3. Afinal, foi o 3 jogo da série, com o nosso pitcher que usa a camisa #33 arremessando tão bem que as 3 corridas anotadas foram o suficiente para vencer o jogo, varrer a série e nos deixar a 3 jogos do Wild Card.

Coincidências a parte, o jogo foi dureza. Josh Johnson estava jogando como nos seus melhores dias e carregou um no-hitter até a 6 entrada. Na parte alta, uma série de erros combinadas com algumas rebatidas levaram os Marlins a vantagem de 1-0 ameaçando a nossa varrida. Aí que entrou em ação o salvador da pátria Jimmy Rollins. J-Roll quebrou o NoNo com um single, foi enviado para a segunda base com um Walk para Chase Utley e  correu para o home plate após outro single de Mayberry: Jogo empatado.

Para a sétima entrada tanto Johnson quanto Lee continuaram no jogo. A diferença é que enquanto Cliff Lee cedeu um walk e conseguiu as três eliminações (flyout, bunt/popout e groundout), Josh Johnson deixou Pete Orr (Pinch Hitter, na saída de Lee) rebater um single e roubar uma base com Jimmy Rollins no bastão. Talvez a base roubada com dois eliminados tenha deixado Johnson nervoso. Talvez não. Mas o fato é que  J-Roll conseguiu mais um HR (19 no ano) de duas corridas que pode entregar o jogo para Aumont e Papelbon fecharem a varrida.

Agora os Phillies começam uma série de 4 jogos contra os Astros, enquanto St Louis Cardinals  e Los Angeles Dodgers se enfrentam numa outra série de 4 partidas. Os Phillies estão em um Winning Streak de 7 jogos, enquanto os Cardinals e os Dodgers perderam suas últimas 3.

Apenas 3.0 WCGB. Agora é acreditar até o fim. Go Phillies!

W: Cliff Lee (5-7)
L: Josh Johnson (8-12)
S: Jonathan Papelbon (34)

Marlins vs Phillies

10 e 11/09/2012 (Philadelphia) – Com dois jogos duríssimos contras os Marlins, os Phillies seguem vivos na luta por uma vaga na Post-Season. Foram duas vitórias nossas enquanto Dodgers, Pirates e principalmente St Louis seguem perdendo. Em pensar que há um mês atrás estávamos 12WCGB e agora estamos há apenas 4 jogos de uma vaga na sonhada pós temporada. Como eu disse anteriormente, eu acredito, mas se ficarmos pelo caminho, ao menos terá sido uma viagem muito divertida.

Philippe Aumont, que chegou aos Phillies quando enviamos Cliff Lee para os Mariners (thanks God he’s back), tem tido um papel fundamental concedendo alguma solidez para o Bullpen. Quem tem o ajudado nisso é o Josh Lindblom, que veio para os Phillies na troca por Shane Victorino. Outro chegado por trocas que tem ajudado o time é o Nate Schierholtz, que veio por Hunter Pence, que apesar dos números discretos, rebateu um importante walkoff single contra os Rockies. É lógico que eu prefiro Shane Victorino e Hunter Pence no time e que não tenho nada contra nenhum dos dois. É lógico que Pence é muito melhor que Schierholtz. Mas trazer alguns prospects pro time nos ajuda no long-run e principalmente no bullpen que tanto precisávamos…

Nos jogos contra os Marlins duas vitórias. A primeira na segunda-feira foi uma jóia assinada por Kyle Kendrick. Segundo a MLB, Cole Hamels trocou a plaquinha em cima do armário de Kyle Kendrick em homenagem as últimas aparições do #38. Antes era Kendrick #38. Agora é ACE #38. Contra os Marlins foram 5 IP de No Hitter e apenas 1 walk. Na 6 entrada, a No-No foi quebrado mas o brilho de Kendrick não. Sua aparição contou com 7.0 IP 2H 1R e 8SO. A corrida foi cedida num Sacrifice Fly na parte alta da sétima (Solano, Carlos Lee scores).

Já os Phillies foram impulsionados por um homer de 2 corridas de Domonic Brown na 5 entrada (Wigginton havia recebido um walk antes). Ainda na 5ª entrada, Martinez marcou após um Wild Pitch de Le Blanc. Depois desse inferno astral, Le Blanc foi sacado pelo impaciente Ozzie Guillen.

Os Bullpens atuaram muito bem e quase não cederam hits: apenas um para cada time. Nos Phillies atuaram DeFratus (0.2 IP, 1H, 2SO), Diekman (0.1 IP, 0 H) e Bastardo (1.0 IP, 0H, 2SO). Bastardo ainda conseguiu o seu primeiro save da temporada. Ele realmente está voltando a atuar como no último ano.

W: Kendrick (9-10)
L: LeBlanc (2-4)
S: Bastardo (1)

O segundo jogo foi disputado entre os pitchers Roy Halladay e Nathan Eovaldi e os Phillies venceram por um placar 9 x 7, num jogo com surpreendentes 26 rebatidas (11 Marlins x 15 Phillies). Doc não atuou muito bem e cedeu 5R em 6.1 IP (em apenas 7 Hits). Porém o ataque dos Phillies atuou de forma massiva arrancado corridas em 5 diferentes frames. Chase Utley conseguiu brilhantes 3-3 AB e 1 RBI. Domonic Brown, Jimmy Rollins e Juan Pierre também tiveram uma noite de múltiplas rebatidas, tendo Jimmy Rollins marcado 3 R e 3 RBI, no que pra mim foi a performance da noite.

Falando mais de Jimmy Rollins, ele capitalizou o erro dos Marlins da forma mais categorica possível. Na 6 entrada, o Catcher Rookie dos Mets Rob Brantly não conseguiu fazer a recepção de um infield popfly de Rollins. E engraçado qeu Rollins não correu após a rebatida! Depois da última polêmica, até pensei que ele poderia ser retirado do jogo mais uma vez por Charlie Manuel. Mas aí místicamente ele conseguiu fazer exatamente o que o Charlie Manuel disse que deveria fazer quando não quisesse correr: Rebateu um home-run no arremesso seguinte, impulsionando Roy Halladay que também havia conseguido um raro hit.

No Bullpen, Lindblom, Horst,  Rosemberg. Aumont e Papelbon atuaram. Lindblom cedeu 2R em 0.2 IP com Rosemberg eliminando o último jogador e fechando a sangria desatada da sétima entrada. Horst já havia entrado e saiu do jogo sem eliminar ninguém. Já Rosemberg conseguiu a eliminação com jogadores na primeira e segunda bases.

Papelbon fechou a nona entrada com 2 SO e o 33 Save do ano.

Com a vitória os Phillies chegaram pela primeira vez desde 4 de Junho aos .500 com o registro de 71 vitórias e 71 derrotas. Os Cardinals, Pirates e os Dodgers perderam seus jogos nos aproximando perigosamente da vaga do Wild Card. São apenas 4.0 GB. Daqui a pouco menos de 1 hora teremos a Serie Finale num confronto entre Cliff Lee e Josh Johnson. Uma vitória representaria, além de uma varrida nos Marlins, uma aproximação importantíssima da vaga.

Já são 6 vitórias seguidas. Não sabemos por quanto tempo vamos vencer e por quanto tempo os Cardinals/Dodgers/Pirates irão perder, mas esperamos que essa festa dure um pouco mais e que o nosso baseball perdure por outubro.

Go Phils!

W: Halladay (10-7)
L: Eovaldi (4-12)
S: Papelbon (33)

Rockies vs Phillies

07, 08 e 09/09/2012 (Philadelphia) – Durante o final de semana os Phillies ressurgiram na luta pelo WC contra os Colorado Rockies, após varre-los numa série de 3 jogos. Mas não se engane em pensar que as vitórias da varrida vieram a baixo custo: Foram duas vitórias de walkoff  (Ou seja, o vencedor estava perdendo o jogo até a última entrada quando conseguir reverter o placar e encerrar o jogo): Uma na sexta e a outra no primeiro jogo do doubleheader de domingo, já que o jogo de sábado foi adiado devido a chuva.

No primeiro jogo Cliff Lee continuou sua sina como um dos pitchers cujo ataque de seu time marca menos corridas durante sua estada no montinho. Foram 6.1 IP, 8H e 2R com 7K. Tais corridas, obtidas no primeiro inning após um double de Carlos Gonzalez e um single de Wilin Rosario foram suficientes para deixar os Rockies a frente no placar até a 7 entrada, quando os Phils conseguiram marcar duas corridas em um doubloe de Laynce Nix. A sétima entrada viu muitos pinch-hitters sendo trazidos a campo por Charlie Manuel e uma grande dificuldade dos Rockies em conseguir os três outs. Foram necessários três pitchers (Carlos Torres, Josh Roenicke e Matt Reynolds) para eliminar Howard, Rollins e Mayberry. Na rebatida de Laynce Nix correram Pete Orr e Juan Pierre, com Chase Utley e Laynce Nix deixados em Scoring Position.

O Bullpen dos Phillies (Lindblom, Diekman e Aumont) não cedeu rebatidas e entregou a nona entrada para Papelbon fechar o jogo também ileso. Na parte baixa da 9 entrada, Nate Schierholtz substituiu Papelbon e conseguiu rebater um double para trazer Jimmy Rollins ao Home Plate e terminar a partida.

W: Papelbon (4-6)
L:  Harris (1-1).

Após um jogo adiado pela chuva, Cole Hamels e Tyler Chatwood se enfrentaram em um duríssimo duelo. Cada um dos pitchers cedeu duas corridas (Hamels no 2 inning e Chatwood no 3), sendo que o próprio Chatwood foi quem conseguiu marcar um dos RBI do time de Denver. O jogo foi decidido novamente na nona entrada com mais um walkoff, dessa vez ainda mais emocionante que na noite de sexta: Com dois eliminados na última entrada, Mayberry já havia recebido dois strikes e nenhuma bola. Matt Beslisle cedeu intentional walks para Chase Utley e Ryan Howard, e como já havia cedido uma posição para Nate Schierholtz (fielder’s choice) deixou as bases estavam lotadas. Quando Mayberry rebateu a bola para o Left Field, lá estava o melhor jogador dos Rockies, Carlos Gonzalez, que correu e pulou para um diving catch, mas de forma mística, não conseguiu segurar a bola e deixando que Schierholtz marcasse a corrida da vitória. A segunda seguida por Walkoff. A segunda vitória seguida de Papelbon.

W: Papelbon (5-6)
L: Belisle (3-6)

O final da noite de domingo já foi mais tranquilo. Em um jogo com incríveis 5 fielding errors dos Rockies, os Phillies venceram pelo confortavel placar de 7 x 4. O jogo parecia difícil, já que Tyler Cloyd fez a sua primeira “não-quality-start” da carreira e saiu do jogo com apenas 4.0 IP, 8H, 4R, 2K e 1 HR cedido. Só que o bullpen foi incrível e passou mais um jogo sem ceder nenhum hit (somente um, na verdade, cedido por Papelbon). Mas com tantos erros e ainda a volta TRIUNFAL de Carlos CHOOCH Ruiz, o déficit foi contornado 6 corridas marcadas entre o 5 e o 7 inning (duas em cada entrada). Ruiz na verdade saiu do jogo com 2-2 AB, 1 RBI. Chase Utley também teve uma bela noite com 5-3 AB. O jogo foi tão fácil que B.J Rosemberg é quem saiu com o WIN. Com a varrida, os Phillies chegaram a apenas 6.0 WCGB com 23 partidas a jogar, 13 delas com times abaixo dos .500 WP. A classificação ainda é um sonho distante, mas nunca chegamos tão perto dela como agora.

W: Rosemberg (1-2)
L: Roenicke (4-2)
SV: Papelbon (32)